Igreja de Carvalhais

Igreja imponente do estilo barroco nacional, onde se destacam os belíssimos e ricos altares em talha dourada.

Mergulhados na terra do adro, misturados com ossos venerandos de nossos antepassados, repousam de tempos imemoriais os vetustos alicerces que suportam o templo rematado pela Cruz do Deus do Amor e da Liberdade, do Perdão e da Vida Eterna.

Dentro das suas paredes, à sombra dessa Cruz, têm os filhos de Carvalhais ali marcadas as horas mais altas da sua vida. O relógio da sua existência, se lá foi bater horas de aleluia e esperança, ali, dobrou, também, horas negras de amargura. Umas vezes a alegria, outras a dor ali têm chamado e reunido, comungando nos mesmos sentimentos os filhos desta terra. Da pia do batismo, subindo ao altar da comunhão e do casamento, até descer ao catafalco mortuário, muitos já passaram e todos, mais hoje, mais amanhã, também percorrerão esses pontos Cardeais da vida. É assim a igreja, nesta terra, em que seus filhos são, pode dizer-se, cem por cento, piedosamente católicos, princípio e fim da sua existência.

Ela tem feito e faz parte integrante das suas vidas. É o centro e quase exclusivo alimento de seus espíritos. Ela é testemunha e relicário da fé desta freguesia. Nos santos de seus altares, no seu Cristo, na sua Virgem Maria, tem esta gente, quantas vezes, buscado remédio para suas aflições, ânimo para seus desesperos, paciência e conforto para suas dores? Por muito lhe quererem todos a têm dentro de si e ela a todos chama, reúne e concentra em si.

Igreja de Candal

Em 28 de Maio de 1678 o Bispo de Viseu D. João de Melo visitou a freguesia de Candal e crismou muitas pessoas das três povoações da Freguesia. Era nessa altura Cura o P.e Bartolomeu Ferreira.
Por este apontamento se vê que já nesse tempo houve um clérigo natural do Candal. Isto há quase três séculos.